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quinta-feira, 13 de março de 2014

Pakau - A chamada, o preço e a recompensa

Kelem Gaspar

Esse livro retrata minhas lutas e vitórias no campo missionário, mas acima de tudo é um livro que fala que os milagres de Deus ainda são presentes na vida daqueles que creem. Todo o livro brada que Ele Vive!. 

Você pode depositar R$ 20,00 no Banco do Brasil, Ag 1436-2, cc 6993-0 ou no Bradesco, Ag 0697-1, cc 0523.164-7. Depois, me manda uma mensagem ou e-mail com o comprovante e seu endereço completo com CEP para missgaspar@ig.com.br. Mandarei o livro autografado! Ou, se preferir, compre-o em uma livraria CPAD próximo de você!

Se fizer sua compra diretamente comigo, peço atenção para que você diga no e-mail qual livro prefere, pois lancei dois, o outro é: Segredos da Obra Missionária

Adquirindo-o, você está ajudando o nosso trabalho missionário aqui em Maracanã.

Fonte: Missionária Kelem Gaspar - Um blog missionário de verdade

sábado, 11 de janeiro de 2014

Julgar ou não julgar?


Temos que tomar cuidado para não julgar pelas aparências e sem misericórdia, porque nem tudo que parece é, porque o Senhor só usará Sua misericórdia com quem é misericordioso (confira: Tiago 2.13).


Jesus ensinou que a base de julgamento precisa ser a justiça de Deus, registrada nas Escrituras Sagradas. É isso que está escrito em João 7.24.


Então, ao analisar uma situação sempre busque o parecer bíblico a respeito, deixe de lado opiniões humanas. Nunca esqueça de praticar o amor ao próximo nesses momentos de julgamentos. Considere que o exercício do amor jamais pratica o mal (Romanos 13.10). 


Veja mais: http://goo.gl/3haotu  

E.A.G.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O que é a vida?


Por Vitor Nobre Almeida Marinho

A definição, vasta e complicada, admite pluralidade de conceitos. Pode se referir ao contexto ao qual os seres vivos estão inseridos; ao espaço de tempo entre concepção e morte de um organismo; fenômeno que anima a matéria, dentre outras, subjetivas ou não.

O fato é que esses últimos dias me fizeram refletir a respeito da vida, os que lutam por ela e os que simplesmente a jogam fora (principalmente no sentido literal da palavra).

Pois bem! Há aproximadamente 15 dias atrás, descobrimos que minha esposa estava grávida. Seria nosso terceiro herdeiro. A princípio o céu caiu sobre nossas cabeças, pois mais um filho não estava em nossos planos. Passamos uns dois dias com o estômago embrulhando, digerindo a novidade até começar a dizer aos nossos amigos e família.

Uns cinco dias após descobrirmos a gravidez, minha esposa começou a sentir dores nas costas e sangramentos, que duraram mais de 7 dias. Um dia após os primeiros sintomas, fomos à emergência. O médico já parecia sentenciar a morte do embrião, que no ato da consulta tinha 6 semanas de vida. Pediu que fizéssemos uma ultrassonografia para confirmar o que suspeitava. 

Após tentativa frustrada de conseguir um ultrassom de urgência em hospitais públicos e particulares, voltamos para casa, tristes. No outro dia, fomos a uma clínica particular, especializada em ultrassonografia. Após o exame, para nossa surpresa, o "bebê" pulsava esperança naqueles 120 batimentos por minuto. Essa esperança nos contagiou de tal maneira que já começamos a esboçar escolha de nomes para a criança.

Mas os sintomas persistiam. E fomos novamente procurar os médicos, que também sentenciavam o interrompimento da vida do embrião, agora com 7 semanas. Mas no novo ultrassom a esperança pela vida agora era regida por um lindo e estrondoso som de 140 batimentos por minuto. Neste momento, é impossível dizer que já não há um sentimento de amor dos pais pelo ser gerado no ventre, ainda que tenro.

Os sintomas persistiam e pioravam a cada dia, até que a última ultrassonografia fora realizada. E a batalha era muito grande para aqueles poucos centímetros vencerem, e ele não resistiu. A médica disse que na fecundação, os cromossomos não se alinharam corretamente, razão pela qual o organismo de minha esposa "fabricou" progesterona em quantidades insuficientes para segurar o saco gestacional e garantir o desenvolvimento do embrião. E nos proferiu palavras de consolo. 

Mas, por quê desde a fecundação até a concepção há uma luta para que a vida ganhe cores e luzes, e ainda assim uma quantidade crescente de jovens (principalmente) dão cabo às suas? O que poderia ser tão grave para fazer com que pessoas com potencial e "chão" a percorrer, simplesmente desistam? Onde está a nossa parcela de responsabilidade nisso tudo? 

Segundo uma pesquisa da Folha de São Paulo, a taxa de suicídio entre adolescentes e jovens aumentou pelo menos 30% nos últimos 25 anos. O crescimento é maior do que o da média da população, segundo o psiquiatra José Manoel Bertolote, autor de "O Suicídio e sua Prevenção" (ed. Unesp, 142 págs.).

Em nível mundial, as estatísticas também são estarrecedoras. Segundo a ONU, as mortes por suicídio aumentaram 60% nos últimos 45 anos. Quase um milhão de pessoas se matam todos os anos – em um universo até 20 vezes superior de tentativas. 

E a resposta para esse "fenômeno"? Segundo estudiosos, "já foi por motivo religioso, até o século 16, e atualmente é visto como um transtorno psicossocial de causas múltiplas, em que fatores biológicos, psíquicos, sociais e culturais interagem de forma complexa, aproximando ou afastando as pessoas do abismo psíquico" (Com Saída, Luciana Christante). 

Na minha insignificância de conhecimentos acadêmicos acerca dessas questões, prefiro acreditar que o que falta é o que realmente importa! É poder ouvir o coraçãozinho de um ser em geração dizendo: quero viver! É poder enxergar que a vida é muito mais que trabalhar para comer ou comprar o Tablete do momento, ou ainda o carro do ano; viver é muito mais que ajuntar riquezas nessa vida, onde a traça corrói ou os políticos as dissolve; viver é muito mais que uma disputa por qualquer status que os homens podem nos oferecer; mais que qualquer título que conquistemos. 

A vida é um sopro, e viver, bem... Viver é poder ver que se todas as coisas existem, e funcionam tão harmoniosamente, só pode ter um Criador para isso tudo; e a Ele dar graças por tudo o quanto tem feito; é aproveitar cada segundo como se fosse o último, amando mais ao próximo, buscando o que é bom e fugindo do que é mal; é ver que a "graça" da vida está no recomeço. 

Obrigado Deus, porque do Senhor é a Vida!


Perfil
UBE Blogs: http://www.ubeblogs.com.br/profile/VitorNobreAlmeidaMarinho?xg_source=profiles_memberList
Facebook: https://www.facebook.com/vitor.nobrealmeida?fref=ts

sábado, 8 de dezembro de 2012

Casamento, ser romântico

Por Dennis e Barbara Rainey

Ser Romântico 

Há um dito cínico que diz: “O período de noivado é como uma excitante introdução a um livro enfadonho.” E infelizmente isto é verdadeiro para muitos casais. O que há no casamento que parece enfadar nossa criativida...de romântica? Até certo ponto em quase todo casamento o casal se dá conta de que simplesmente não sente as mesmas sensações românticas que uma vez desfrutou. O romance não é a fundação de um casamento. Mas ele é o fogo da lareira; o calor e a segurança de um relacionamento que diz: “Podemos ter brigas, mas eu amo você e tudo está bem.”

Precisamos desse fogo em nossos casamentos porque somos seres emotivos. Se de um lado não podemos basear nosso casamento sobre sentimentos românticos, de outro também não podemos negar nossas necessidades de aproximação e intimidade. Sem essas qualidades num relacionamento, um casal é levado ao isolamento.

Minha mulher e eu temos tido algumas celebrações românticas em nossos anos de casados: uma viagem no outono em nosso décimo aniversário, uma escapada a uma aconchegante pousada, jantares à luz de velas em casa depois que as crianças dormiam, além de outras comemorações agradáveis. 

Para nós aventura é sempre sinônimo de romance. Fiquei surpreso quando perguntei certa vez a minha mulher: “De todas as aventuras e momentos românticos que tivemos, qual foi seu favorito?” Sua resposta: “Nossa lua-de-mel.” Para nós foi a recordação inesquecível. Fiquei duas semanas planejando uma lua-de-mel de duas semanas nas montanhas do Colorado. Fomos acampar (e, para nossa surpresa, tivemos alguma neve) e ficamos numa cabana perto de um rio barulhento. 

Ela adorou as vezes em que estivemos sós porque pudemos conversar à vontade e compartilhar nossos pensamentos e sonhos. 

Aposto que seu casamento pode ter algum romance. 

Pense e comente: Quando você recorda seus momentos a sós, quais foram os mais românticos e significativos? Você acha que perdeu algo do fogo romântico de outrora? O que você pode fazer para soprar as brasas?

Ore: Peça que Deus prepare você a ser a contraparte romântica que o casal precisa para voltar ou continuar a ser. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Você é tão rico, e não sabe disso?! (parte 1 de 2)

Pr. Walter e esposa Denize
Pr. Walter de Lima Filho
Comunidade Hebrom

Quantas vezes não nos sentimos os mais miseráveis entre as pessoas? Enfraquecidos e falando de um Deus tão forte? Sem conseguir realizar algo, acreditando em um Deus que pode todas as coisas? Praticando a religião, mas sentindo que Deus está tão longe? Esta não é só a minha experiência, mas a sua também, não é? Acontece que num momento da vida, o foco de nossa visão se concentra no que queremos e não no que temos. As dificuldades enchem o campo da nossa visão e ignoramos a riqueza que possuímos no interior de nossas vidas.

Eu estava começando meu ministério, era muito jovem e as pessoas não gostavam muito de mim. Eu não queria promover uma mudança brusca no trabalho de meu antecessor, mas não demorou muito para notar que o meu ministério era bem diferente. Eu tentei sair daquela igreja, mas algo me dizia não e as portas se fechavam. Conversei com um pastor experimentado e lhe disse que não agüentava mais tanta indiferença. As pessoas estavam indo embora reclamando da minha maneira de pregar, do meu jeito, do meu modo de falar, etc. Ele então me disse: -Walter, você é tão rico e não sabe disso? Veja, Deus precisa de você naquele lugar, pois Ele agiu de um modo até o momento. Agora, Ele quer acrescentar novas coisas àquele povo e elas estão em você! As pessoas que estão indo embora, não quer dizer que não gostem de você, mas elas não gostam do que Deus quer realizar, pois se acostumaram com o que tinham. Aquilo que estava sendo passado não as incomodava mais e ficaram habituadas com o que tinham, porém Deus as está desafiando para ingressarem em uma nova dimensão do Seu Reino e elas, se sentem incomodadas porque não querem crescer, entender e fazer o que Deus está mostrando. Você crê que as coisas que estão em seu coração trarão benefícios e edificação à igreja e àquele povo? Então faça! As pessoas que ficaram, estão interessadas e movidas por Deus para realizarem a Sua vontade. Ensine-as, treine-as e se esforce para cavar seu interior e encontrar todos os recursos que Deus já lhe deu para trabalhar com elas e com a vida. Deus espera que você se relacione com Ele e que o povo que ficou aprenda isso também - Evangelho é relacionamento com Deus e não práticas religiosas.

É lógico que a conversa foi longa, mas eu a escrevi de modo muito abreviado para tentar mostrar como nós somos. Ainda hoje quando enfrento as mesmas questões interiores, me lembro daquela conversa. É interessante que as situações se repetem, as enfrentamos e as superamos, mas cada vez que surge uma dificuldade nos abalamos. Que tipo de criatura nós somos?

1. Nós somos criaturas frágeis, mas Deus nos escolheu para colocar em nós, o Seu imenso poder e toda a Sua riqueza!

O salmista entendeu quão frágil ele era em relação à sua morte e aos seus dias:

• Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou. (Salmos 39:4 NVI)

O que será que ele queria dizer com a expressão “o fim da minha vida”? Acredito que na fragilidade do corpo humano para morrer. Enquanto Deus é imortal, o homem é um pobre mortal. Nosso corpo envelhece, adoece, morre e se desintegra na sepultura. Por que ele pediu para o Senhor mostrar-lhe “o número de seus dias”? Ele fala da duração da sua vida em relação à eternidade divina. A vida é tão frágil e curta, não é? Os dias se acabam e o homem morre! No que deveríamos pensar neste curto espaço de tempo que temos sobre a terra?

O apóstolo Paulo nos diz o seguinte:

• Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós. (2 Coríntios 4:7 NVI)

Como Paulo destaca a fragilidade humana neste versículo? Ele diz que somos como potes ou vasos de barro, mas para conter um grande tesouro. Antigamente, perfumes caros (Mateus 26:7) eram colocados em vasos de barro; documentos importantes (Jeremias 32:14), o azeite consagrado para ungir reis (1 Samuel 10:1), o maná (Êxodo 16:32-34) como testemunho que o Senhor alimentou todo o Seu povo no deserto. O homem é feito do que? Do barro, e nesse vaso Deus colocou-se a Si mesmo para que de dentro do homem, Ele pudesse agir a favor e por meio dele neste mundo. O importante não é o tamanho do vaso, mas o que está oculto em seu interior.

2. O poder e a riqueza de Deus está na esfera invisível do Seu Reino e não, num conjunto de práticas religiosas visíveis. Deus nos chama para termos um relacionamento íntimo com Ele.

Continue a leitura: Belverede Devocional 

Você é tão rico e não sabe disso?! (parte 2 de 2)

Walter e esposa Denize
Walter de Lima Filho

Havia um grupo de religiosos na época de Jesus muito dedicados aos costumes visíveis (rituais) da religião dos judeus. Eles se preocupavam tanto com o exterior da religião, que seus ensinamentos se tornaram um peso, uma carga pesada aos adeptos do farisaísmo. Um dia, em uma de suas argumentações com Jesus, pediram-lhe que mostrasse sinais visíveis do Reino de Deus e a resposta de Jesus foi muito interessante:

• 20 Alguns fariseus perguntaram a Jesus quando ia chegar o Reino de Deus. Ele respondeu: -Quando o Reino de Deus chegar, não será uma coisa que se possa ver. 21 Ninguém vai dizer: "Vejam! Está aqui" ou "Está ali". Porque o Reino de Deus está dentro de vocês. (Lucas 17:20-21 BLH)

Jesus disse que o Reino Deus estava dentro deles! Se o Reino de Deus estava dentro deles, por que eles não experimentavam todo o poder de Deus? Mas, antes, se entupiam com normas, costumes e rituais frios que não produziam nenhuma alegria, paz e prazer em Deus. Porque o foco da visão deles estava no que é visível e não no invisível. Eles tinham as Escrituras Sagradas, conheciam os tempos divinos, mas se preocupavam mais com o exterior da religião do que com um relacionamento íntimo com Deus.

Há uma ilustração interessante:

Havia em uma cidade há muitos anos atrás, um cristão muito dedicado a Deus. Ele havia recebido uma herança e como não fazia nada sem pedir a orientação divina, resolveu orar para saber como deveria investir aquele dinheiro. Num momento intenso de oração, ele ouviu uma voz interior que lhe dizia: “Filho, compre as terras ao lado das suas, pois do interior delas lhe virá uma fortuna” A princípio, ele duvidou daquelas palavras, pois aquelas terras não eram tão férteis. Mas, sendo um bom agricultor e vendo a possibilidade de conseguir uma fortuna, investiu todo o seu dinheiro na compra daquelas terras e em sementes. Ele limpou o solo, arou, adubou e plantou naquele solo. Todos os dias ele olhava “aflito” para aquelas terras, esperando conseguir uma grande colheita, que lhe daria uma grande “fortuna”. Mas a chuva escasseou e aquelas terras, não sendo tão férteis para sustentar sua agricultura, a plantação veio a secar e morrer. Desesperado, escreveu, enviou telegramas, procurou o banco para conseguir crédito e nada conseguiu. Precipitadamente, tomou a decisão de vender aquelas terras e uma parte das suas, para equilibrar os gastos que havia tido - perdeu o dinheiro da herança e parte de suas terras. Ele ficou amargurado contra Deus e disse que não queria mais segui-lo. Um dia ele percebe muito movimento nas terras que havia vendido. Procurou saber o que estava acontecendo e foi informado, que o novo proprietário havia encontrado um enorme veio de ouro no interior daquelas terras! Ele entendeu que falhou em seu relacionamento com Deus e que apenas se preocupou em conseguir a tal “fortuna” pelo modo que conhecia. Reconheceu que poderia ter sido muito abençoado materialmente, se tivesse feito do jeito de Deus e não do seu!

É isso que pode estar acontecendo com um bom número de “cristãos”. Eles estão em cima de uma riqueza e um poder inesgotável, mas sua preocupação com o que é visível é tanta, que acabam perdendo as bênçãos de Deus.

Jesus certa vez disse:

• & O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo. (Mateus 13:44 NVI)

Como é o Reino dos céus nas palavras de Jesus? O que faz um homem que o encontra? Uma pessoa quando encontra a beleza do Reino de Deus, não conseguirá mais ser dirigido por uma religiosidade plantada pelos pais, avós ou tradição familiar. Ele se rende! Ele oferece o preço da sua vida para possuí-lo!

O poder e as riquezas de Deus, portanto o Seu Reino, não pode ser encontrado dentro das religiões institucionalizadas. Não está no nome de uma denominação ou no interior de um grande prédio religioso. Deus quis assim, que fosse encontrado, cobiçado, admirado e experimentado.

O que é o Reino de Deus e por onde Ele começa?

• Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo. (Romanos 14:17 NVI)

A expressão “comida e bebida” se refere a tudo aquilo que esperamos da vida. Alguns dizem: “Se Deus fizer o que eu quero, então crerei n’Ele!” Mas o poder do Reino começa ajustando todo o nosso ser interior. A palavra “justiça” se refere à certeza de que fomos aceitos por Deus e somos d’Ele. “Paz”, se refere não a uma vida sem problemas, mas a uma paz interior que mostrará se estamos certos ou errados em nossa maneira de pensar e agir, de acordo com a mente de Deus. “Alegria” é um grande prazer, é deliciar-se ou deleitar-se nas ações ou no mover do Espírito de Deus. Você percebe que tudo isso é um compromisso com o invisível? Eu chamo tudo isto de relacionamento.

Por causa da grande misericórdia de Deus, hoje você pode receber algo muito grande da parte d’Ele, sem estar tão compromissado com os Seus alvos, mas não espere que irá receber sempre benefícios da parte d’Ele agindo assim! Deus é bom e Sua norma deve ser respeitada. O que é invisível vem antes do que é visível! Deus deve ser o nosso tesouro e não o que queremos!

Jesus disse:

• Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração. (Mateus 6:21 NVI)

O coração é o mais importante órgão do ser humano e cada um procura cuidar muito bem dele. Na Bíblia, a palavra “coração” é usada como uma metáfora e significa “a base moral” do homem - a essência de nosso ser interior. Essa área sem dúvida, deve ser bem cuidada, pois se apenas queremos algo, que “meios” usaremos para consegui-lo? Muitos estão tentando usar a Deus para conseguir o que querem, enquanto Deus está tentando mostrar caminhos elevados para se chegar a determinados alvos.

Certa vez um pastor me procurou dizendo estar cansado de pregar e não ver nenhum resultado. Dizia que a partir daquele momento daria ao povo o que eles queriam, pois a igreja precisava crescer numérica e financeiramente. Eu pergunto: “Onde estava o seu coração?” Sem dúvida alguma, em um tesouro visível - no seu desejo pessoal! Ele estava disposto a fazer qualquer coisa para conseguir o que queria; infelizmente, menos seguir as orientações de Deus! Com todo temor de minha alma lhes digo, que a partir daquele instante ele estava abandonando o “ministério espiritual”, dado a ele por Deus e estava iniciando um grande negócio! Tudo estava tão perto dele, mas ele não tinha a ambição ou o desejo de perceber o jeito de Deus. Ele estava sentado em cima de uma “mina de ouro”, mas resolveu fazer do seu jeito. O resultado será a formulação de heresias, misticismo e tantas outras coisas nocivas ao Evangelho e ao ser humano.

• 3. Muitos estão próximos das riquezas e do poder de Deus, mas esta aproximação não garante um desfrute dos Seus benefícios. Isto se dá, porque eles são apenas religiosos.

Jesus disse o seguinte:

•  (...) O Reino de Deus está próximo de vocês. (Lucas 10:9 NVI)

Uma vez eu estava perdido procurando uma rua, onde havia uma pessoa enferma em uma casa. Era tarde da noite e comecei a ficar nervoso, dei murros no volante do carro, esbravejei e perdi a paciência. Desci do carro e dei um grito: “Onde está essa maldita rua?” Eu não havia percebido que uma senhora estava preocupada, vendo-me passar em frente à sua casa por umas quatro vezes e ela disse: “Moço, posso lhe ajudar? Está procurando alguma coisa?” Nesse instante, diante dela em seu muro me acalmei e disse que perdoasse, mas estava procurando por determinada rua e que não a achava. Então ela me disse: “É essa ruazinha aqui, do lado da minha casa e você vai à casa de quem? ...é a terceira casa à sua direita!” Fiquei com a cara de tacho! Graças a Deus ela me mostrou o caminho que estava diante dos meus olhos, mas devido à minha aflição não conseguia ver e nem entrar na “ruazinha”.

Para que possamos experimentar o poder e as riquezas do Reino de Deus, é necessário haver uma mudança em nosso ser interior. Jesus certa vez disse o seguinte a um professor de religião:

• 3 (...) Jesus declarou: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". 4 Perguntou Nicodemos: “Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer!” 5 Respondeu Jesus: Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. 6 O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. (João 3:3-6 NVI)

É interessante que a razão de Nicodemos ter procurado a Jesus, foi de que ele O “viu” realizando coisas, que só uma pessoa vinda da parte de Deus poderia realizar e ele queria entender como isso funcionava. Então, Jesus ensinou que Nicodemos não conseguiria “ver” e nem “entrar” no poder e nas riquezas do Reino de Deus, enquanto não houvesse uma transição (passar de um ponto para outro) em seu ser interior. Ele deveria sair dos preceitos da religião para uma vida de relacionamento com Deus, por meio da “água e do Espírito”. Algo novo, uma nova experiência ou uma nova vida da parte de Deus, deveria ser gerada ou criada em sobre a sua vida.

Gostaria de falar sobre a expressão “água e Espírito”. O Espírito é o Espírito de Deus, que tem o poder para criar e gerar coisas novas, mas e a água? Muitos afirmam que é o batismo nas águas. Mas quando uma pessoa desce às águas batismais, ela aceita essa ordenança porque já nasceu de novo! De fato, quando Jesus se refere à água está querendo dizer sobre uma imersão na vida de Deus, quando o ser humano passa por um processo de rendição, onde a Palavra de Deus (água - Gênesis 1:1,2; João 1:1-3; Efésios 5:26,27; 1 Pedro 1:23; 3:18-22) e o Espírito Santo atuam juntos.

Eu acredito que Jesus se refere à ação da água como uma enxurrada ou uma inundação da Palavra de Deus, que destrói o que é antigo, o que é ruim e o Espírito de Deus promove a renovação. Assim aconteceu com o planeta Terra no livro de Gênesis e nos dias de Noé. Quando a pessoa aceita o batismo nas águas como uma das ordenanças de Jesus, ela está declarando publicamente que passou por esse processo de destruição interior e o Espírito de Deus a renovou!

Muitas pessoas ou igrejas locais não suportam mais a ”velharia de conceitos” que está em seu interior. Elas têm sede de algo novo. Elas estão buscando uma renovação, uma transformação que lhes dê uma nova vida ou um novo começo. Jesus disse certa vez:

• 37 (...) Jesus se pôs de pé e disse bem alto: -Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38 Como dizem as Escrituras Sagradas: "Rios de água viva vão jorrar do coração de quem crê em mim". (João 7:37-38 BLH)

Qual foi o apelo que Jesus fez às pessoas? Se elas cressem, que experiência teriam no interior de suas vidas? Se alguém tem o desejo de experimentar o poder e as riquezas de Deus em sua vida, deve se aproximar de Jesus e receber do que é d’Ele - isto é relacionamento. Jesus veio para trazer a Verdade de Deus para Seus dias às pessoas e Sua palavra era a Palavra de Deus, como estão registradas nos Evangelhos. A ação da Palavra e do Espírito promove uma ação destruidora, porém benéfica no coração do ser humano, que não poderá ser contida apenas àquele indivíduo, mas a partir dele essa “enxurrada” de Deus alcançará a outros também, gerando uma forte influência divina sobre a terra. Eu chego a ponto de dizer que a Igreja é a inundação divina em nossos dias sobre um mundo mal!

Deus quer promover transformações na vida das pessoas e em igrejas locais, mas elas têm que fazer uma auto-análise “do que são e de quem são”. O que estamos produzindo? Coisas boas ou más? Alegria ou depressão? Frutos bons ou ruins? Leia esta palavra de Jesus:

• 43 Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom. 44 Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas. 45 O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração. (Mateus 6:43-45 NVI)

De onde o homem bom consegue tirar coisas boas de sua vida? E o homem mal? Qual é a prova visível do que está invisível de um e de outro? Sua boca exterioriza o que está oculto em seu interior!

Muitos falam apenas de suas amarguras, depressões, angústias, temores, etc, permanecendo caídos quase sem nenhuma esperança de algo melhor e gerando um clima pesado para si mesmos e às pessoas que as rodeiam. Enquanto isso, outros que passam pelas mesmas experiências, têm um outro procedimento e por causa dele, são capazes de transformar pessoas e ambientes para melhor. Onde está a diferença? A diferença está em que um descobriu as riquezas e o poder do Reino de Deus em seu interior e ou outro não! Um, tira do Reino de Deus coragem, poder, conhecimento, sabedoria e fé para viver, enquanto o outro tem uma vida amarrada pelo mal.

Eu não estou falando do que freqüenta uma igreja e do que não freqüenta. Há pessoas que freqüentam igrejas por anos e não conseguem extrair coisas boas de seu “tesouro”, se é que ele foi descoberto por eles. Por quê? Porque lhes faltam a experiência de um relacionamento com Deus por meio de Jesus. Eles adotaram mais uma religião que gostaram e se esquecem do projeto de Deus para suas vidas. Eu espero que nesta noite possamos ser desafiados a crer e a experimentar no dia a dia, os benefícios do grande tesouro que está guardado em cada um de nós.