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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ele precisa morrer!

Por Paulo Rogério Cunha

"Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que no dia do juízo mantenhamos confiança, pois, segundo Ele é, também nós somos neste mundo" - 1ª João 4.17.

O imperador Maximiliano foi enviado por Napoleão a fim de estabelecer um império francês no México. Lá reinou a partir de 1864 até 1867. Não aguentando mais as atrocidades cometidas por Maximiliano, surgiu um líder revolucionário chamado Benito Juarez, que com muitos mexicanos entraram em guerra com o imperador francês para a independência mexicana.

Após a derrota de Maximiliano surgiu a questão de que se devia ou não ser ele executado. Até mesmo a celebridade literária que era Victor Hugo escreveu a Juarez, implorando-lhe que libertasse o imperador derrotado e o mandasse de volta para a França. Victor Hugo escreveu: “A execução de Maximiliano, não havia de condizer com vossa dignidade; seria um desmerecimento para Benito Juarez. Que glória poderia acrescentar a vossa dignidade? Será glória para o agora presidente do México libertá-lo”.

Benito Juarez, contudo, dizia a si mesmo e a seu fiel exército: “Enquanto esse homem viver, de um modo ou outro fomentará a rebelião; na verdade ele precisa morrer”.

Na cruz, Deus pôs o machado à raiz da árvore genealógica de Adão. Não a limpou, nem podou. Nada esperava da humanidade caída. Quando o primeiro homem pecou, Deus foi destronado da sua vida. O “eu” apoderou-se da soberania e subiu ao trono da vida humana; um tirano havia tomado posse da principal criação de Deus. Ele viu que, enquanto fosse permitido ao “eu” viver, de um modo ou de outro a rebelião seria fomentada sobre a face da terra.

A soberania de Cristo jamais poderá ser estabelecida na vida do cristão enquanto o seu “eu” for permitido viver. Você já imaginou qual a razão de sua falta de vitória cristã? Já abandonou tudo por Cristo? Reconhece a verdade de que você pertence a Ele? Tem se esforçado para deixar o velho homem de lado e ainda assim tem sido derrotado? Já me peguei muitas vezes fazendo estas perguntas. E você? Muito provavelmente nosso problema esteja exatamente aí! Temos nos esforçado para ficar ao pé da Cruz, porém, estamos deixando passar os reflexos que saem dela.

Pois, ali na Cruz, foi que nascemos de novo. Ali, Satanás foi derrotado e sua morte decretada aos olhos de todos, quando Cristo exclamou em alta voz: “Está consumado”. Ali a morte foi tragada pela vitória.

Enquanto não chegar a reconhecer que seu “eu” tem que ser colocado ao pé da Cruz e a partir daí viver com o reflexo da Cruz na sua vida, você não matou este terrível tirano. Não adianta apenas dar uma poda ou retoque na sua vida, isso só servirá para consolidar mais ainda o “eu” dentro de você. Não há remédio, senão a Cruz. Corte a árvore! Por que ocupar a terra inutilmente? Ponha um lema em sua vida: “Não mais eu, mas, Cristo em mim”. Terás lutas, com certeza, mas alcançarás vitórias, poderás cair, certamente, mas, terás a mão de Deus estendida para te levantar. Deixe seu “eu” morrer e adquira uma vida cristã que vale a pena ser vivida, pois está escrito: “Eis que faço novas todas as coisas”. Deixe Deus agir, dê a Ele o controle total da sua vida. Ele prometeu que jamais nos deixaria. Você duvida? Então experimente e verás.

Fonte: Discipulus Consultoria Ministerial

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Os edomitas

Pois bem, "edomita" (alguns dizem edonista) é um adjetivo relativo a Edom, nome de Esaú, filho de Isaque que trocou a sua bênção da primogenitura por um prato de lentilhas na cor vermelho (Gênesis 36.1; 25.30). Edom significa vermelho.

Mas, edomita é um termo relativo à filosofia de vida de Esaú / Edom e de todos os seus descentes. Eles faziam constantes guerras contra os israelitas, não tinham paz com os descendentes de Jacó / Israel. Ver: 2º Crônicas 28.17; Ezequiel 25.12.

Na caminhada do povo de Deus pelo deserto, saído da escravidão do Egito, o povo de Edom recusou ajuda, não permitiu que os israelitas encurtassem a viagem passando por dentro de suas cidades (Números 20.18).

Por faltar com o amor aos seus irmãos, os edomitas foram amaldiçoados por Deus (Isaías 34.5-15; 63.1-6; Joel 3.19; Jeremias 49.7-17; Lamentações 4.21; Ezequiel 25.14; Amós 1.11-12). A maldição se cumpriu. Em cumprimento das profecias de maldição emitidas pelos profetas, o lugar se tornou hostil para a sobrevivência humana. Hoje em dia arqueólogos falam de descobertas de ruínas, partes de muralhas destruídas em meio a montanhas e areia, o local transformou-se deserto. Localiza-se nas próximidades do Mar Morto e Mar Vermelho, com abrangência de 160 km de cumprimento e 32 de largura.

Esse termo é dado a quem é individualista, a pessoa que pensa apenas em si mesma, esquece-se da Palavra de Deus e é capaz de trocar a bênção do Senhor por efemiridades, como um simples prato de lentilhas (Gênesis 25.23-34).

Segundo o Dicionário Bíblico Universal, no Novo Testamento, a região dos edomitas era chamada de Iduméia na época de Jesus (Marcos 3.8).

E.A.G.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O dízimo como ato de adoração

Exegese de Hebreus 7

O capítulo explica que a linhagem sacerdotal de Melquisedeque é superior, mais importante, sobrenatural, sem começoe sem fim, e independente do sacerdocio levítico. E também esclarece que Melquisedeque é um personagem bíblico que surge na narrativa de Gênesis 14 como tipologia de Jesus Cristo.

Para onde essa informação nos leva? Leva-nos a adorar a Cristo entregando os dízimos, com fé, com voluntariedade.

E.A.G.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Por que Deus rejeitou a oferta de Caim e recebeu a de Abel?

Antes dessa reflexão, esclareço que não sou líder de igrejas, não sou obreiro que participa de sistema de coletas, não recebo dinheiro de ninguém como oferta ao Senhor. Vivo à parte disso e não critico quem viva. O que digo é dito por ler e meditar na Palavra de Deus.

A qualidade da oferta é reflexo de como consideramos a Deus.

Observando o relato de Gênesis 4.2-3, sobre as ofertas dos irmãos Abel e Caim, aprendemos coisas importantes sobre a adoração durante o ato de cultuar ao Criador.

Desde os primórdios, encontramos presente no ato de adoração elementos que representam bens materiais adquiridos através do trabalho do ofertante. Caim ofertou o produto da terra, por ser lavrador. Abel ofertou o melhor animal do seu rebanho, porque era pastor. Cada qual fez sua oferta de acordo com o resultado do suor de seus rostos.

Percebemos que Abel deu o que lhe tinha valor, pois entregou do primeiro carneirinho as melhores partes dele. Analisando a atitude de Abel e o resultado da oferta aos olhos de Deus, concluo que o ato de ofertar não é algo banal, é preciso dar o que temos de melhor, o que nosso coração considera valioso.

Na ótica do pastor Abel, o novilho macho e saudável é o agente reprodutor em seu rebanho, capaz de gerar riquezas futuras, o animal com potencial para fazer seu rebanho crescer, e por causa dessa representatividade ele o ofereceu ao Criador.

Sabemos que Deus olha para o coração do ofertante. Rejeitemos o pensamento de ofertar para Deus as sobras inexpressivas. Gênesis 4 não diz explicitamente que Caim fez isso, mas também não relata que ele se esforçou e separou o que havia de melhor nas suas plantações para servir como oferta ao Criador.

Nossa oferta não deve ser a moedinha perdida na carteira, no porta-luvas do carro, ou outro lugar qualquer da nossa casa. O valor da oferta não deve ser um valor que no caso de perdido não nos fará nenhuma falta.

Os ofertantes precisam imitar Abel, escolher o que faz parte das primícias do trabalho, o que é mais importante, o que tem valor, o bem que represente claramente a nossa prosperidade e consideração a Deus, jamais o que é descartável.

No momento da oferta, pela perspectiva de Deus a pauta principal do culto não é o valor monetário. Para o Criador está valendo o mandamento de amá-lo acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. A qualidade do ofertante é analisada segundo a intensidade de amor que ele dispensa ao Senhor e aos semelhantes (Mateus 5.24).

Não se deve ofertar por pressão externa, mas com alegria (2º Crônicas 24.10; Salmo 100.2; 2ª Coríntios 9.7).

Não se deve ofertar para manter as aparências no meio social (Atos 4.36-37; 5).

Ao ver o líder eclesiástico fazer pedidos de ofertas, pensemos igual Abel que escolheu entregar ao Criador o "novilho saudável e bom reprodutor". Hoje a diferença é que as ofertas são em espécies, cifras em papel, mas a filosofia é a mesma. Deus continua avaliando corações.

Lembremos da experiência de rejeição que Caim viveu! Caim é o exemplo de ofertante que nenhum cristão deve seguir!

E.A.G. http//www.ubeblogs.net/

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Este artigo está liberado para cópias, desde que não usado para fins comerciais e seja citada a fonte, o nome do autor e o link do Belverede. Eliseu Antonio Gomes; http://belverede.blogspot.com/  

Artigo escrito, originalmente, com o título A Rejeição da Oferta de Caim em colaboração ao UBE Blogs - União de Blogueiros Evangélicos

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Jesus Cristo e a Páscoa

Em março, os cristãos de todo o mundo relembram o Domingo de Ramos, a passagem bíblica em que uma grande multidão saudou a Jesus na sua última entrada em Jerusalém para o evento da Semana da Páscoa. Sentado num burrinho, o Filho de Deus via acenos de braços empunhando palmas e ouvia brados: Bendito é o rei que vem em nome do Senhor (Lucas 19.38).

Ele sabia que brevemente seria preso, açoitado, vilipendiado, cuspido pela guarda romana e por fim levado à crucificação. Sabedor disso, antes de entrar naquela cidade alertou seus discípulos (Lucas 18.31-34). E disse ao governador romano, Pilatos: “Eu para isto vim ao mundo, para dar testemunho da verdade” (João 18.37).

Jesus Cristo não tentou fugir dos seus algozes porque era necessário passar pelo sacrifício, única solução para que a Humanidade pudesse livrar-se da condenação dos seus pecados. Deus enviou Jesus para morrer no lugar dos pecadores, fez isso movido por um amor de maneira tal, indescritível. “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós” (1ª João 3.16 a).

Que o domingo de Páscoa seja uma época de reflexão. Quem ainda não entregou seu coração ao Senhor que procure fazer isso, confessando seus pecados. E quem estiver desanimado na fé, que faça desse dia um dia de renovação espiritual, orando, aproveitando essa data para buscar a face do Senhor com maior intensidade.

A Páscoa é mais uma das boas oportunidades de encontrar a paz que Deus nos dá. É quando nós, pela fé, deveríamos deixar mais patente a necessidade de estar mais próximos de Cristo. É momento de aproximar, espiritualmente, nossas vidas à vida do Senhor, confessar os pecados a Ele, abrindo o coração para que nosso viver mude para melhor.

E.A.G.

Veja mais neste blog:

O significado cristão da Páscoa
O significado cristão da Páscoa - conclusão

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cura do homem no Tanque de Betesta

A cura de um paralítico no Tanque de Betesta.
 Pintura renascentista de Bartolomé Estebam Murillo: 1671-1673. 
Assim como todas as Escrituras Sagradas, a passagem da cura do paralítico, que jazia 38 anos prostrado perante o Tanque de Betesta, é espiritualmete edificante.

Três observações:

1º - Vemos que o homem afirmou para Jesus que não havia ninguém por ele naquele lugar. Será verdade? Como ele sobrevivia naquele lugar por quase quatro décadas? Ninguém o alimentava? Não cuidada de suas roupas? Parece que estava sofrendo de autocomiseração!

2ª - Jesus perguntou se o doente queria ficar são. Parece um pergunta ridícula, mas não é. Existe quem rejeite a saúde. Talvez aquele homem tivesse se acostumado com a enfermidade, se acomodado em viver naquela péssima situação, mas não revelasse isso para ninguém.

Há quem sinta a dor e se acostume com ela, usa o sofrimento para aproximar e manter pessoas ao seu redor, transforma a enfermidade em ferramenta para monopolizar atenção sobre si.

3ª – Está registrado em João 5.8, versão Almeida Revista e Atualizada – SBB, que após Jesus dizer “levanta-te e anda”, imediatamente o enfermo "se viu curado". Isso denota fé em ação, pois a fé traz à existência as coisas que ainda não existem (Romanos 4.17).

E.A.G.

Fonte: Bíblias em notas online

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